Para além das margens serenas de Jimbaran, o filme Pasihan, estreado no Saka Museum, convida os viajantes a descobrir os profundos laços espirituais por trás dos icónicos arrozais da ilha e da importância do Pasihan.
Viajar por Bali é apaixonar-se pelos seus arrozais verdes e em cascata. No entanto, por trás destas paisagens serenas, existe um delicado tecido social que sustenta a ilha há mais de um milénio. No Saka Museum, localizado nas instalações do Ayana Bali, uma nova experiência oferece aos visitantes um raro vislumbre deste património vivo através de Pasihan, um documentário evocativo de 13 minutos que é exibido diariamente no auditório do museu, consolidando a relevância do Pasihan na cultura local.
Criado como complemento da exposição permanente Subak: The Ancient Order of Bali—desenvolvida em conjunto com o antropólogo Professor Dr. J. Stephen Lansing—, o filme desloca o foco da arquitetura e da mecânica de irrigação para os corações humanos que mantêm o sistema vivo. O título Pasihan deriva da palavra balinesa “sih”, que expressa afeição, devoção e responsabilidade partilhada, revelando a essência do Pasihan. Reflete como as comunidades agrícolas a montante e a jusante cuidam juntas da preciosa dádiva da água.

Above O Saka Museum no Ayana Bali, em Jimbaran, onde o Pasihan é exibido.
Mais do que um registo histórico, o documentário é um convite suave à vida na ilha. Seguindo o secretário do templo, I Ketut Eriadi Ariana, e o líder comunitário Sang Nyoman Astika, a narrativa segue o fluxo da água desde o lago sagrado de montanha Pura Ulun Danu Batur até aos campos esmeralda do Subak Pulagan. Os espetadores são aproximados dos ritmos da vida comunitária durante o Ngusaba Kadasa, a celebração anual da colheita, testemunhando a colorida procissão Pepada Agung e as cerimónias complexas que agradecem os frutos da natureza, um tema central explorado no Pasihan.
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Num mundo em rápida mudança onde as terras agrícolas tradicionais enfrentam pressões modernas, o Pasihan recorda-nos gentilmente que o subak é muito mais do que um truque agrícola; é uma paisagem cultural reconhecida pela UNESCO, definida pela solidariedade, espiritualidade e sabedoria ecológica. O filme retrata uma verdadeira “civilização da água e do solo”, onde a gestão de recursos, refletida no Pasihan, está enraizada no respeito mútuo.
Para os amantes da cultura que exploram a ilha, uma visita ao Saka Museum oferece um momento ideal de reflexão. Exibido com som surround, o filme combina-se perfeitamente com as outras produções do museu sobre o calendário balinês Saka e o Nyepi, fundamentando a sua jornada pela ilha com uma apreciação genuína pelas pessoas que cuidam da sua terra.
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